
No final de 2004, quando o hardcore me conquistava cada dia um pouco mais, conheci uma das melhores e mais influentes bandas nacionais do gênero, o Againe.
Naquela época, cada vez atrás de bandas e mais bandas, encontrei um split, chamado Pelo Libre, de 1998, junto com o Eau Bouli Et Poison, uma banda 'misteriosa', da qual nunca mais achei nenhuma outra informação, a não ser algo sobre a Argentina e uma música deles na coletânea Select K7 da Spicy Records, coletânea essa, famosíssima no underground durante a década de 90.
O Againe foi formado em 1995 por pessoas que hoje são praticamente lendas da cena musical independente paulista, entre os quais Cesinha Lost (Street Bulldogs, Dance Of Days, Paura, entre outras que eu não lembro) e Carlos Diaz (Polara).
Lançaram em 1995 a tape '(an)other songs about you & me - tape (big park records)' e em 1997 o cd 'songs about week here, other places, other thoughts. Entre idas e vindas na formação, o já citado split 'pelo libre' foi lançado em 1998, e em 2000 o clássico vinil de 7" 'sem açucar'.
Em 2001, após o fim da banda, foi lançada a coletânea 'antologia 1995-2000 - a sutil arte de fazer inimigos', com todas as suas canções, exceto as quatro inéditas contidas no vinil.
Voltaram em 2002 para uma apresentação em uma mostra de arte e continuaram tocando esporadicamente, até 2005 quando foi gravado um ao vivo em comemoração aos 10 anos da banda, incluindo até um cover de Descendents.
Dia desses, encontrei no hominis canidae um link com algumas músicas raras, que voltaram a me deixar fascinado pela banda.
Eu não cheguei a ver shows do Againe, infelizmente. Mas o legado que essa banda deixou e a influência dela pro resto do hardcore nacional é inegável. Pena que a proposta inicial se perdeu com o tempo e o que chegou ao mainstream foi algo que não condiz com o potencial do gênero como um todo.
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